segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quando o nada é tudo... E o tudo não é nada...

Muito se fala em valores...
Valores sentimentais, emocionais, estimados, humanos, éticos, morais, valores materiais, estéticos, valores de tudo quanto é forma e definição, gêneros manifestados do sentimento humano. É tão simples calcularmos nossos valores, analisando e refletindo sobre nosso sentimento. A reflexão terminará com o resultado de um ser humano na "ponta da raiz". O propósito dessa postagem é abrir a ideia de que se pode encontrar valores em coisas muito mais simples do que se possa imaginar sem a presença do homem no aspecto de um organograma.
Há quem diga, que não existe sentimento de valor por algo que não seja recíproco, visto que esse algo não tenha vindo de alguém, do qual, esse sim se vale o sentimento.
Esta planta acima, poderia ter sido plantada por uma avó, tia, amigo que muito se gosta e que já partiu, é verdade! Haveria sentimento de valor sobre a planta... Claro! Foi minha avó, ou minha tia, ou meu amigo que plantou quando ainda vivo. Ela valeria muito pra mim!
O que dizer de uma planta no meio de uma mata intacta? Quem seria o personagem da "ponta da raiz" a quem deveríamos atribuir o sentimento de valor ligado a essa espécie?

Fato é que, não são apenas plantas, mas são frutos de uma beleza que foi provida para ser apreciada e realizar seu papel de planta. Muito fácil pensar nessa segunda menção, de que as plantas são indispensáveis à vida na Terra porque libertam oxigénio que permite a respiração da maior parte dos seres vivos. Por outro lado, os animais herbívoros não poderiam sobreviver se não houvesse plantas. Com essa ideia de sobrevivência lá se vai o sentimento a beleza, ainda que há quem ignora a importância da natureza no processo de sobrevivência dos seres vivos.
Com tanta coisa muito mais importante para se pensar e se preocupar, seria tolice se importar com um simples orvalho sobre as pétalas de uma flor. Compreende-se plenamente a ideia de que isso seja um pequeno detalhe num plano global. Mas o pequeno detalhe tido como nada, se torna tudo a partir do momento em que enxergamos a quem se deve atribuir o sentimento por uma simples flor molhada.

Uma cerca por exemplo, tem seus inúmeros valores, claro! Ela foi feita com a mão de obra humana. Logo, se imagina o trabalho que se teve para construí-la. Por outro lado, o que dizer da valorização da propriedade a partir do cercado? Pois é... Os valores humano e estimado estiveram presentes nessa lógica.
Concluí-se então, que o valor das coisas dos homens são muito maiores, senão, inteiramente voltados para si mesmos, não deixando espaço para outro sentimento de apreciação, ainda que presente em meio a todos nós.
A planta ou a flor por exemplo, em meio a flora, não teria valor algum, ao contrário se estivesse no vaso de uma casa, abrilhantando a beleza de um bem patrimonial a que se tem valor. No bojo dessa linha de pensamento a planta e a flor ilustraria a beleza da casa do homem, ou seja, estaria as plantas valorizando a imagem do próprio homem detentor da casa.
Sempre presenciamos pessoas dizendo: - NÃO ACREDITO PORQUE NÃO VEJO! É totalmente compreensivo esse ponto de vista, porém, vivemos num mundo onde não se acredita nem mesmo no que se vê. Não se acredita, não por que não se vê determinada beleza natural, mas porque os valores são outros. Uma pena, pois todos perdem com isso, além de você e eu.